Drones ou satélites: qual é a melhor forma de monitorar sua lavoura remotamente?

A utilização de imagens para extrair dados sobre o desenvolvimento das lavouras é um movimento em plena ascensão, por garantir economia de recursos humanos no monitoramento e pela possibilidade de antecipar problemas que podem comprometer a rentabilidade do negócio. Além disso, novas tecnologias como drones, aviões equipados com câmeras e sensores e, claro, satélites privados, tornaram essas tecnologias mais acessíveis ao mercado. Essas mudanças impulsionaram o sensoriamento via satélite e com drones nos últimos anos.

Com essas tecnologias mais próximas do usuário final hoje, você se vê na dúvida: afinal, qual tecnologia garante melhores resultados?

Estrategicamente falando, nenhuma das tecnologias substitui a outra, já que captam imagens com resoluções, escalas, bandas de espectro e custos diferentes, além da frequência e custo de operação. Portanto, podem oferecer leituras complementares sobre a situação do seu talhão, o que nos leva a concluir que usar satélites e drones em conjunto – as tecnologias mais comuns para essas análises – é uma vantagem competitiva, a fim de proteger ao máximo a rentabilidade da sua produção.

A seguir, elencamos algumas características importantes sobre o uso de satélites e drones e como você pode extrair informações das imagens geradas por cada uma delas, para tomar decisões com o máximo de assertividade.

#1 Monitoramento via satélite em órbita

Atualmente no mercado você encontra uma série de serviços de mapeamento de lavouras com imagens de satélite, analisadas a partir de diferentes parâmetros, dependendo do serviço contratado. No Granular Insights, por exemplo, trabalhamos com imagens onde cada pixel representa 3m em solo, que em conjunto com o Índice de Vegetação de Banda Larga e Dinâmica (WRDVI) e algoritmos próprios, pode ser até três vezes mais precisas do que a de um mapa de NDVI tradicional.

Cada serviço de monitoramento remoto através de satélites pode diferir na qualidade da imagem e também variar a frequência na disponibilização das mesmas. Falamos com um pouco mais de detalhes neste post sobre o sensoriamento remoto.

Alguns serviços de monitoramento podem oferecer imagens diárias ou até imagens a cada 20 dias, dependendo da cobertura da região e do fornecedor utilizado para captar as imagens.

Em geral, o custo do monitoramento via satélites se torna mais acessível para a maioria dos produtores devido à sua escala, sendo uma ótima forma de entrada a este universo de monitoramento remoto.

Outro fator positivo desta tecnologia é que você não terá o trabalho de operacionalizar a captação de imagens, pois a maioria dos serviços já captura e processa as imagens em seus próprios servidores, entregando o produto finalizado, seja por meio de um aplicativo ou navegador.

#2 Monitoramento usando Drones

O monitoramento através de drones trás algumas vantagens e desvantagens. A primeira é a qualidade da imagem. Por estar muito mais próximo – muito mesmo, já que o drone sobrevoa a poucos metros do chão, enquanto o satélite estará a mais de 30.000km de distância – a resolução de uma imagem de drones será muito maior e, por consequência, conseguirá entregar mais detalhes.

Enquanto a melhor imagem de satélite disponível comercialmente hoje fica em torno de 9m², onde cada pixel na imagem representa uma área de 3 metros por 3 metros, um drone pode conseguir imagens onde cada pixel representa uma área de 1 centímetro. A diferença é enorme, e com isso abre possibilidade de coletar mais informações sobre os danos, ajudando a identificar exatamente qual fator biótico ou abiótico pode ter causado o problema.

Porém, com todo grande poder, vem grandes responsabilidades. Para coletar estas imagens, você vai precisar dedicar bastante recursos, de tempo e dinheiro.

Para começar, você precisa do equipamento em si. Apesar da popularização da tecnologia, drones podem ser bem caros, ainda mais quando precisamos de drones que tenham uma boa bateria, velocidade de voo, câmera de qualidade e uma câmera que capta – no mínimo – infravermelho, para produção do NDVI e suas variações.

Além do equipamento, você precisará usar softwares que criem rotas de voo a fim de cobrir todos os seus talhões. Com as imagens em mãos, você precisa de um serviço ou software que possa juntar as imagens, criar o “mosaico” delas, e depois fazer as devidas análises. Lembrando que a bateria do drone não é ilimitada, então cada voo dele irá cobrir apenas alguns poucos hectares. Operacionalizar grandes áreas pode tomar o dia todo (ou vários dias).

Apesar de parecer bastante trabalhoso, a qualidade das informações geradas pode ser muito útil para as análises, sem contar que você poderá usar essa tecnologia para obter resultados baseados em amostragem, ao invés de sobrevoar a área completa.

#3 Como as duas tecnologias podem ser complementares?

As ferramentas de sensoriamento remoto via satélite ajudam você a ter uma visão mais ampla sobre a situação da lavoura e encontrar anomalias de forma antecipada, para depois direcionar esforços às áreas com necessidades mais urgentes, seja deslocando uma equipe até lá ou fazendo o reconhecimento com a ajuda de um drone, que pode oferecer uma resolução bem mais próxima, facilitando a identificação das causas da anomalia.

É importante entender que, dependendo do tamanho da área que você estará monitorando, cada tecnologia poderá ter vantagens e desvantagens, considerando o que falamos sobre ambas.

Muitos produtores estão utilizando o serviço de sensoriamento remoto para ter um monitoramento constante e automatizado de suas propriedades e, quando encontram ou são alertados de alguma anomalia, eles podem usar tecnologias embarcadas em um drone para ajudar a identificar com mais detalhes o que está causando aquele problema no talhão.

Drones, Satélites e a Importância do Conhecimento Agronômico

O uso de drones dentro da agricultura também se estende para outros usos. Devidamente equipado, o drone permite a averiguação de áreas menores, fazer aplicação de defensivos agrícolas em plantas individualmente ou mesmo, em um futuro próximo, identificar pragas e doenças automaticamente.

É sempre importante ressaltar, no entanto, que nenhuma das tecnologias substitui um aparato humano capaz de analisar com propriedade as informações coletadas e, a partir daí, tomar decisões que vão impactar o negócio de forma positiva.

As tecnologias de monitoramento via satélite ou drone devem apenas impulsionar o potencial de cada um e complementar toda a sua experiência adquirida ao longo dos anos, bem como a própria intuição, que, relacionada ao conhecimento local, ajuda a tomar decisões mais assertivas.

Crédito da Imagem Destacada no Post: Blog da Planet

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