É possível identificar a quantidade de nitrogênio no solo pelo Granular Insights?

Assim como a água e a luz solar, o solo é determinante para o crescimento das plantas e dos vegetais; é da terra que são retirados os nutrientes essenciais para o desenvolvimento. Entre os diversos nutrientes, destacamos os três macronutrientes, representados pela sigla NPK: N para o nitrogênio, P para o fósforo e K para o potássio. 

O nitrogênio (N) é responsável pelo crescimento das raízes, caules e folhas. A planta absorve uma grande quantidade desse nutriente já no começo da sua vida e o armazena em seus tecidos de crescimento, o que estimula a brotação e o enfolhamento. O fósforo (P) é fundamental na produção de clorofila, o que aumenta a capacidade da planta de absorver outros elementos férteis do solo; também é importante na qualidade dos frutos e na maturação das sementes. Já o Potássio (K), fortalece os tecidos vegetais, aumentando a resistência da planta.

Associado aos três macronutrientes, temos os micronutrientes que exercem papéis tão importantes quanto o NPK. Exemplos de micronutrientes são: cloro (Cl), ferro (Fe), boro (B), manganês (Mn), zinco (Zn), cobre (Cu) e molibdênio (Mo).

Na deficiência de algum nutriente, o resultado esperado é um desequilíbrio no crescimento da cultura. De modo prático, a planta começa a apresentar sintomas de que não está saudável. Saber identificar esses sinais é essencial para um manejo com o fertilizante adequado e para fazer as correções a tempo e proteger a rentabilidade da sua lavoura.

Trouxemos aqui alguns exemplos do resultado da deficiência dos principais nutrientes na cultura do milho. A fonte desses materiais são do Grupo Pet-Agronomia da UFSM e do blog Agronegócio em Foco.

Deficiência de nitrogênio (N) na planta: as folhas mais velhas se tornam verde-amareladas  formando uma clorose generalizada, seguida de necrose.

Deficiência de nitrogênio (N) na espiga de milho: pouco desenvolvimento e com baixo conteúdo de proteína. Os grãos da extremidade não enchem.

Deficiência de fósforo (P) na planta: folhas mais velhas com coloração arroxeada, que progride para as folhas mais novas e evolui para necrose. 

Deficiência de fósforo (P) na espiga: má formação e enchimento de grãos. As espigas costumam estar retorcidas.

Deficiência de potássio (K) na planta: folhas mais velhas apresentam necrose, iniciada nas margens da folha que evolui em direção à nervura central.

Deficiência de potássio (K) na espiga: poucos grãos na extremidade e com sementes soltas, que não permanecem aderidas ao sabugo.

O excesso de algum nutriente também acaba não sendo saudável para o desenvolvimento do vegetal e a planta pode, assim como na deficiência, dar seus sinais. Por isso é importante saber identificar qual é o nutriente que está causando o desequilíbrio. Em caso de dúvidas nessa fase de reconhecimento, o caminho é recorrer ao auxílio do agrônomo.

Como identificar as diferenças nutricionais pelo Granular Insights?

Como já foi dito, uma planta com deficiência nutricional ou com excesso de nutrientes dá sinais. Um dos indícios mais comuns causado por um desenvolvimento débil é a diminuição da fotossíntese. Essa diminuição é captada pelo Índice Vegetativo no Granular Insights. Entenda mais sobre o Índice Vegetativo neste post.

Um exemplo prático sobre a deficiência de nitrogênio:

Um produtor de milho identificou, com o auxílio do Granular Insights, uma área com baixo índice Vegetativo no meio do seu talhão. Ao ir até o local, não constatou a presença de pragas e nem de doenças, mas observou que naquela região as plantas estavam afetadas, apresentando crescimento escasso e atrofiado.

O agricultor, analisando as plantas do local, detectou amarelões na nervura principal das folhas já desenvolvidas. Além disso, ele constatou necrose nas pontas dessas folhas. Conhecendo esses sinais, o produtor chegou a conclusão de que se tratava da falta de nitrogênio no solo. Ciente do problema e de qual solução tomar, ele teve em mãos a imagem da área que precisava receber o manejo.

Dessa forma, usando as imagens de satélite, ele identificou áreas semelhantes e fez aplicações de Nitrogênio para ajustar a disponibilidade de nutrientes nessas partes do solo.

É por meio do desenvolvimento da planta que se torna possível identificar variações nutricionais da lavoura utilizando o Granular Insights. E mais do que isso, é viável acompanhar a resposta da área após a realização do manejo. 

O teste de manejo de nitrogênio

Em outra área o produtor que também constatou problemas com baixa taxa de nitrogênio no solo, resolveu testar a resposta do seu solo a diferentes aplicações de nitrogênio.

Percebido o baixo Índice Vegetativo no monitoramento com o Granular Insights e constatado o problema da deficiência de nitrogênio, foram aplicadas diferentes quantidades de fertilizantes na área no formato de grade, como mostra a imagem acima. Quanto maior o número, maior a quantidade aplicada.

O resultado do manejo, nesse caso, como mostra a imagem acima, foi um Índice Vegetativo mais alto onde houve a aplicação de maior quantidade de fertilizante e um baixo Índice Vegetativo, representado pelas manchas amarelas, onde a aplicação foi pouca ou nenhuma.

O monitoramento com o Granular Insights reflete a realidade da lavoura. Onde foram feitas maiores aplicações do nitrogênio, houve maior Índice Vegetativo, logo, maior desenvolvimento das plantas. Onde foram feitas poucas aplicações ou nenhuma, o Índice Vegetativo foi menor, bem como o desenvolvimento das plantas.

As diferentes aplicações foram feitas para constatar como a lavoura reagiria. Essa atitude se torna muito mais fácil quando se tem criadas Zonas de Manejo que permitem ao produtor ter em suas mãos as diferentes características de solo e de nutrientes da sua propriedade.

Criação de Zonas de Manejo

Olhar individualmente para os hectares e tratá-los como diferentes uns dos outros, levando em consideração que cada área tem parâmetros singulares, faz com que o produtor consiga gerenciar melhor os seus recursos.

Não se trata, propriamente, de aumentar a produtividade, mas sim a lucratividade. É com essa premissa que as Zonas de Manejo são criadas, levando em consideração os dados históricos da área. Quanto mais dados, melhor. E como é humanamente impossível ter esses dados com visitações, o monitoramento por imagens de satélite entra em campo para registrar todas as partes do talhão ao longo do tempo.

Caso tenha interesse em entender um pouco melhor como funcionam as Zonas de Manejo, dê uma lida nesta publicação sobre o assunto.

Imagens de satélite na criação de Zonas de Manejo

Uma das formas de criar mapas para Zonas de Manejo é usando imagens de satélite. Um talhão pode ter várias Zonas de Manejo que costumam ser divididas em três categorias: baixa, média e alta. Cada categoria vai refletir a quantidade de investimentos que aquela área precisa. Com o mapa da propriedade, criado pelas imagens de satélite, o agricultor consegue acompanhar o rendimento safra a safra e isso ajuda a definir os futuros manejos, porque cada vez mais se passa a compreender melhor as individualidades dos hectares.

O Granular Insights é uma ferramenta ideal para a criação de Zonas de Manejo. Ele conta com imagens de alta definição e atualizações frequentes, entregando ao agricultor dados da lavoura com maior precisão. E maior precisão é o que gera bons mapas para a criação de Zonas de Manejo, uma vez que os dados estão de acordo com a realidade que é encontrada na propriedade. Precisamos ter em mente que o monitoramento da lavoura é um aliado do agricultor que busca superar as adversidades na lavoura e proteger sua produção de problemas como a falta de nutrientes. O monitoramento com o Granular Insights também se mostra uma ferramenta primordial para a criação de Zonas de Manejo, fazendo o produtor conhecer melhor seus talhões e conseguir torná-los mais rentáveis a cada nova safra.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fique por dentro!

Deixe o seu e-mail para receber novos posts do blog direto em sua caixa de entrada