Exportando e usando arquivos shapefile para construção de zonas de manejo

Para garantir bons resultados a campo para produtores em todo o mundo, o acesso a novas ferramentas que sejam não apenas úteis, mas fáceis de usar é uma das premissas que temos. Neste post vamos explicar sobre a funcionalidade lançada recentemente de exportação do Índice de Vegetação da Granular em arquivo no formato shapefile.

Mas não queremos vir aqui apenas explicar o quão fácil é clicar no botão “Baixar Shapefile” que você já encontra na sua conta, mas sim explicar o que fazer com o arquivo baixado para tornar a sua operação ainda mais eficiente. Por isso, trouxemos para explicar essa funcionalidade o Maurício, da Monagri Consultoria, nosso parceiro que atua principalmente como consultor em agricultura digital.

Nos últimos 4 anos como consultor em agricultura digital, Maurício vem auxiliando os produtores rurais do Brasil a utilizar as novas tecnologias da agricultura e nesse último ano, ensinando-os a usar as imagens de satélites e respectivos índices de vegetação. Nas palavras do próprio Maurício: “Olhando a evolução das plataformas, essa ferramenta é importantíssima para os agricultores visualizarem as diferenças dos campos, poderem gerenciar essa variabilidade e tomar as melhores decisões. Venho treinando meu time e os colaboradores das fazendas a avaliarem essas imagens semanalmente para sermos mais assertivos no manejo das áreas e agirmos nas variabilidades que as lavouras apresentam.

No trabalho como consultor, ele utiliza diferentes plataformas que podem utilizar os arquivos shapefile, sendo uma delas o SMS, da Ag Leader, usado na gestão de fertilidade e na criação de mapas de taxa variável. O uso desse software se dá para criar mapas de fertilidade, para processar mapas de colheita e criar prescrições, atualmente essa função já vem ajudando bastante a acompanhar as áreas, tanto em seu histórico quanto no planejamento da safra.

Como escolher uma data e exportar o arquivo

Para baixar o arquivo shapefile é extremamente fácil, como mostra a imagem abaixo. Você deve selecionar a camada de Índice de Vegetação, a data que deseja baixar e clicar no botão no canto inferior esquerdo – lembrando que essa funcionalidade está disponível apenas na versão desktop.

No canto inferior direito você encontra o botão para baixar o arquivo .zip com todos os arquivos necessários.

A grande questão aqui é: Como escolher a melhor data para baixar o arquivo? Isso depende da cultura e do resultado esperado.

No milho busca-se trabalhar as variações a partir de V9 e fazer as avaliações de campo, em um dos clientes da Monagri, eles estão focados em olhar reboleiras de plantas daninhas e deficiências nutricionais. Inclusive, você pode conferir este post que mostra outros atributos e os estágios fenológicos que podemos avaliar com o uso de imagens de satélite na cultura do milho.

Ainda na Monagri, mais especificamente em áreas de algodão, o Maurício comentou sobre seu histórico de sucesso no uso de imagens de satélite para criar prescrições de regulador de crescimento: “Geralmente, por serem várias aplicações na cultura, procuramos por campos que apresentam plantas com diferentes portes de altura em um mesmo talhão, com o objetivo de aplicar mais regulador em plantas que estão maiores e menos em plantas que estão menores, para buscar uma homogeneização na altura. Para isso, baixamos as imagens de satélites a partir do estágio que a cultura já apresenta formação dos botões florais e, com base nessa variação, fazemos as prescrições. Historicamente, a partir de março temos uma excelente qualidade de imagens disponíveis que nos auxiliam nesse trabalho, propiciando que nos últimos anos conseguíssemos realizar esse trabalho com muita eficiência e uniformizar o tamanho das lavouras de algodão.” 

Como utilizar o arquivo shapefile em outros softwares agrícolas

De maneira prática vimos que podemos usar as imagens de satélite para diversos fins e culturas,também vamos mostrar como é fácil utilizar em outras plataformas, como no no SMS da Ag Leader.

Primeiro Passo: Com o talhão e data já selecionados, clique no botão “Baixar Shapefile” no canto inferior esquerdo. 

O botão “Baixar Shapefile” aparece no canto inferior esquerdo ao selecionar a camada “Índice de Vegetação”

Segundo Passo: Em instantes o arquivo será baixado em seu computador e poderá ser utilizado. Recomendamos criar uma pasta com o nome do campo e vamos visualizar esses 5 arquivos .CPG, .DBF, .PRJ, .SHP e SHX. No caso do Ag Leader, iremos utilizar o .SHP na abertura do dado. Sempre recomendo renomear o dado para ficar mais fácil o entendimento. 

O arquivo Shapefile do Granular Insights vem em uma pasta com outros 5 arquivos.

Terceiro Passo: Com o SMS Aberto clique em “Ler arquivo (s)”, opte pela opção de “Importar um Arquivo a partir de uma Fonte Genérica” e abra o arquivo .SHP.

No canto superior direito você encontra o botão “Ler Arquivo”, depois vai encontrar a opção “Importar um arquivo a partir de uma fonte Genérica” na tela que abrir.

Quarto Passo: Esse passo é importante, clique em “Atribuir Coluna” para selecionar o atributo, que neste caso será a Imagem NDVI. Feito isso, avance e escolha o campo e a fazenda em que será salvo o arquivo. Importante lembrar que a Granular utiliza o WDRVI como índice de vegetação, mas para os demais programas a nomenclatura “NDVI” é mais comum e deve produzir o mesmo resultado.

O botão “Atribuir Coluna” se encontra dentro da área demarcada com o retângulo vermelho da imagem.
O atributo selecionado deve ser o “NDVI”, lembrando que o Granular Insights utiliza o WDRVI, que é uma versão até 3x superior ao NDVI dependendo das condições.

Também podemos ver que no mapa abaixo as legendas do índice NDVI já estão pré estabelecidas no lado direito, que o próprio SMS atribui, mas também é possível alterar pelo software, pensando na função de criação de zonas. 

Acima da legenda do NDVI, no canto direito, você consegue clicar no botão que irá criar zonas de manejo baseado nos índices do NDVI.

Pronto, a partir daí fica fácil comparar, analisar e criar uma prescrição com base no histórico de dados.  

O que é o arquivo Shapefile?

Talvez você não tenha familiaridade com o arquivo “Shapefile”, então vamos explicar com mais detalhes.

Quando você seleciona o seu talhão e clica em “Baixar Shapefile” você receberá um arquivo compactado no formato .zip. Dentro desse arquivo, ao descompactar, uma pasta com 5 arquivos diferentes.

O “shapefile” é o arquivo .shp, mas todos os outros são baixados juntos e tem a sua função. Mas para o que serve exatamente cada um desses arquivos?

  • .DBF: Neste pequeno banco de dados o arquivo guarda quais são os atributos de cada shapefile, neste caso os índices de WDRVI;
  • .PRJ: Este arquivo guardar os dados de geolocalização daquele talhão, como as coordenadas de cada ponto;
  • .CPG: Identifica qual será o idioma e tipo de caracteres utilizados na importação, para melhorar conversa entre os diferentes softwares;
  • .SHP: Este é o shapefile em si, que contém as dimensões geométricas de cada forma;
  • .SHX: Utilizado para fazer a conexão entre os dados do arquivo .shp e .dbf, identificando quais dados pertencem a quais formatos .

Para o Maurício, a funcionalidade de exportar o Índice de Vegetação facilita o trabalho de profissionais como ele que gerenciam diferentes dados de diversos clientes e buscam sempre ser eficientes na organização para conseguir tornar seu trabalho de consultor mais fácil e com melhores resultados. 

No Brasil hoje temos mais de 150 empresas de agricultura de precisão e agricultura digital, além de centenas de consultores independentes que atendem diferentes clientes e em diferentes culturas. Trouxemos essa nova funcionalidade para você, produtor ou consultor, usar os mapas em .SHP em outras plataformas, como uma forma de conectar a excelente frequência e qualidade de imagens do Granular Insights com outras plataformas que você utiliza no dia-a-dia.    Ficou com alguma dúvida sobre o uso de shapefile ou exportação do índice de vegetação? Mande uma mensagem no nosso Facebook ou Instagram @GranularAgBr ou solicite uma demonstração e vamos conversar.

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