O avanço da robótica percorrendo o campo e a cidade

Ainda que os robôs não são tal qual representados na ficção ao longo dos anos (como humanóides, carros voadores ou totalmente inseridos no cotidianos, realizando absolutamente todas as tarefas), máquinas e inteligências artificiais já estão presentes na atualidade, inseridas na nossa vida social e em muitos setores da economia.

Falar em robôs é falar em tecnologia, criatividade e demandas. A robótica, geralmente, tem a intenção de suprir necessidades específicas, otimizando a mão de obra humana. Ou seja, as criações robóticas têm o objetivo de solucionar tarefas, quer seja com autonomia, sem a supervisão humana, ou comandadas por pessoas.

Porém, é importante ter em mente que os robôs são criados para atender a sociedade e não para substituir os homens e as mulheres nas tarefas. Uma das maiores discussões acerca desse tema é se a tecnologia irá tirar as pessoas dos seus postos de trabalho. Fizemos um post abordando essa questão, você pode conferir clicando aqui.

A presença dos robôs nas montadoras de automóveis e nos centros de logística

Quando falamos em robôs, uma das primeiras lembranças dessa tecnologia são os braços mecânicos da indústria automobilística. Isso acontece pelo fato de que os robôs são realidade nas montadoras de carros desde os anos 70. Nessas fábricas, os mecanismos estão presentes nas linhas de produção, encaixando, montando, soldando e transportando peças. Porém, com os avanços tecnológicos, os humanos constataram outras potencialidades para as máquinas. Hoje, é possível encontrar robôs desenvolvendo novos modelos de carros, dirigindo protótipos e realizando testes de qualidade.

As vantagens de ter robôs nas montadoras de automóveis, por exemplo, é que eles tiram os seres humanos de certas situações de riscos e, por serem configurados e contarem com sensores eletrônicos, conseguem entregar resultados mais precisos.

O setor de logística também passou a investir em tecnologia robótica nos últimos anos, principalmente para melhorar a eficiência e cumprir os prazos. Isso se dá pela grande demanda de compras online que se diferenciam e conquistam clientes pela rapidez da entrega das mercadorias. Nesse setor, os robôs cumprem tarefas de transporte de carga dentro dos centros de distribuição.

Uma das grandes vantagens, nesse caso, é que o trabalho pesado acaba ficando com as máquinas, garantindo aos colaboradores maior qualidade de vida ao serem poupados de esforços exaustivos.

Na agricultura, os robôs também já estão presentes

Com a chegada da agricultura 4.0, a internet, a conectividade, os robôs e a inteligência artificial ganharam espaço no campo. Passou o tempo em que só os ambientes urbanos eram considerados avançados. Agora, é possível conectar, em tempo real, toda a propriedade rural.

O objetivo de investir e ter um conjunto de ferramentas tecnológicas nas propriedades é claro: otimizar a produção e facilitar a vida no campo. Mas além disso, a tecnologia tem o propósito de preservar os recursos e tornar o negócio mais sustentável, fazendo o agro evoluir, como abordamos mais detalhadamente neste post.

Voltando aos robôs, eles podem atuar em diversas frentes nas lavouras: colheitas automatizadas, controle de ervas daninhas, monitoramento de solos, inspeção de cultivos, classificação e embalagens de produtos. No céu, podemos ter a presença de drones e satélites que monitoram a lavoura, fornecendo dados ao produtor para que ele possa produzir mais, preservar seus investimentos e antever adversidades.

Empresas do agronegócio investem nessas frentes tecnológicas. É o caso da Corteva Agriscience, que contribui com avanços tecnológicos na agricultura e recentemente firmou parceria com a Boston Dynamics e a Trimble para desenvolver um robô que pode andar entre as fileiras das plantações de uma lavoura. Esse robô recebeu o nome de “Annie” e já está sendo testado pela Corteva. Annie pode ser uma ferramenta útil para a fenotipagem, além de coletar dados e servir como recurso para pesquisas que desenvolvem novas formas de proteger os cultivos. No vídeo abaixo, você consegue vê-la em ação de uma forma totalmente autônoma, sem nenhum controle guiado por pessoas.

Outras empresas, como a Jacto e John Deere que já são conhecidas por introduzirem no mundo do agronegócio inovações tecnológicas, também estão apostando nos robôs. A Jacto criou um pulverizador autônomo, chamado Arbus 4000 JAV que promete melhorar a cobertura das aplicações e diminuir a deriva sem ser tripulado por uma pessoa.

Fonte: Jacto.com

Já a John Deere, que também aposta em robôs autônomos para aplicação de produtos nas lavouras, vem desenvolvendo uma linha de tratores autônomos que funcionam com energia elétrica.

Mesmo que essas novas máquinas possam causar um certo estranhamento à primeira vista, a presença delas em um futuro não muito distante é esperado. Ainda mais quando é provado que a robótica tem sido útil para atingir melhores resultados nas produções.

Tanto os drones e os satélites quanto os maquinários que não precisam ser dirigidos por alguma pessoa são ferramentas, mas isso não significa que, uma vez que elas estão presentes nas lavouras, vão fazer com que os agricultores sumam ou que os funcionários percam seus empregos. Toda tecnologia, por mais eficiente que seja, é monitorada por pessoas e criada em benefício delas.

No entanto, a tendência é que a adesão a inovações como as que abordamos aqui gerem cada vez mais produtividade, eficiência e segurança para as propriedades, afinal, esse é o único propósito da grande maioria das ferramentas tecnológicas inseridas no agronegócio. O mesmo já vem acontecendo com quem usa o Granular Insights e monitora seus talhões com a tecnologia das imagens de satélite. Esse produtor está na frente de quem ainda monitora as áreas do jeito tradicional.

A tecnologia, bem como a robótica, não substitui a presença humana nas lavouras ou em qualquer outro setor, nem mesmo nas relações pessoais. Mas sim, auxilia as pessoas a irem mais longe, extraindo mais de suas próprias potencialidades.

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