O solo além do NPK

Dentro da agricultura se ouve falar muito do NPK, que seriam o nitrogênio, fósforo e potássio, para os menos familiarizados. Apesar de serem os principais macronutrientes, sabemos que existem dezenas de fatores que interferem na qualidade do solo, que por consequência, vão interferir diretamente na qualidade da planta.

A maior parte dos nossos alimentos são resultados de cultivos feitos no solo, até mesmo quando falamos na pecuária: carne, leite e ovos. Os animais são nutridos com alimentos originários dos cultivos.

Qual é a origem do solo?

É chamada de solo a camada superior do planeta. Essa camada é composta por matéria orgânica e inorgânica, formada pela desagregação climática e pela presença de organismos que vão desgastando as rochas ao longo do tempo e formando partículas minerais. Essa formação é resultado de um trabalho lento devido à ação natural da chuva, vento, calor, frio, fungos, bactérias, minhocas, formigas, cupins, etc.

Para formar um centímetro de solo são necessários cerca de 400 anos. E o mais importante: o solo não é um recurso renovável. Ou seja, o material orgânico que sofreu erosão, desertificação e salinização não se recupera mais. É daí que vem a importância da preservação do solo, mantendo as áreas sempre saudáveis para que elas estejam produtivas.

Uma vez que a terra fica arrasada, ela não se recupera, sendo necessários muitos anos para que um novo material orgânico se forme no local, tornando-a minimamente fértil outra vez.

O ciclo de vida e desenvolvimento do solo

Como vimos, a origem do solo se dá pelo processo de desgaste de rochas, misturado com o ambiente e fatores que transformam as rochas em terra. 

O início do ciclo dessas rochas começa quando a magma é expelida por vulcões. Durante milhares de anos desse ciclo se formam os ambientes como conhecemos. Durante o ciclo de vida, com as chuvas, por exemplo, vários nutrientes e propriedades das rochas são levadas para a parte mais profunda da terra, processo de lixiviação que basicamente “empobrece” o solo com o passar do tempo.

E neste conceito o ciclo “se fecha”. Os nutrientes saem da parte mais profunda da terra, são decompostas e depois retornam para a parte mais profunda da terra. Isso leva milhares, ou até milhões de anos, variando muito conforme a região por atividade do ambiente.

Por isso, apesar de poucas pessoas saberem, as áreas mais “novas” (quando olhamos a história do planeta terra) são mais férteis, porque elas “receberam” os seus nutrientes a menos tempo.

E é por conta deste ciclo que muitos produtores precisam aplicar nutrientes com frequência em seu solo, para compensar o ciclo de empobrecimento desta região. Para se proteger destas consequências, também são recomendadas ações que protegem o solo contra a lixiviação, como por exemplo o plantio das culturas de cobertura no entre safras.

O que encontramos no solo que é tão essencial para o desenvolvimento das plantas?

Macronutrientes e Micronutrientes são elementos dos solos essenciais para o desenvolvimento das plantas. Os Macronutrientes são exigidos em maior quantidade pelas culturas, mas nem por isso os Micronutrientes deixam de ser importantes. A falta de um Macro ou Micronutriente em uma determinada cultura é decisivo para a saúde da planta.

Os Macronutrientes mais presentes nas culturas são, como apontamos anteriormente: Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K). Esses são os nutrientes que encontramos em maior abundância e que mostram os efeitos de sua ausência com maior facilidade.

Porém, existem outros como Cálcio (Ca), Magnésio (Mg) e Enxofre (S). Tratando-se de Micronutrientes, podemos destacar: Boro (B), Cloro (Cl), Cobre (Cu), Ferro (Fe), Manganês (Mn) e Zinco (Zn). 

Todo agricultor quer cultivar em solo fértil, afinal é ele que vai alimentar a planta para que ela consiga se desenvolver da melhor forma possível. O grau de fertilidade do solo vem da sua própria origem. É a influência do local e dos fatores climáticos que vão formar, ao longo dos anos, a formação do solo e da sua fertilidade.

É na estrutura física do solo que estão os nutrientes disponíveis da área, ou seja, a sua fertilidade. A estrutura física consiste no arranjo de partículas minerais (composto orgânico) encontrados na terra, onde, numa situação desejável, as raízes vão encontrar dentro do perfil do solo: nutrientes necessários, oxigênio disponível e água.

É possível construir e melhorar a fertilidade do solo. Hoje em dia, a tecnologia já nos permite fazer o manejo do solo para suprir alguma deficiência e não deixar que a planta sofra perda de qualidade. A rotação de culturas, o plantio direto e a cobertura de solo são boas práticas de manejo do solo que incrementam os nutrientes e criam condições ideais para o desenvolvimento saudável das plantas.

Por outro lado, a monocultura, a falta de proteção, o mau uso e a desatenção na conservação causam a gradual perda de nutrientes e, por consequência, a infertilidade do solo. São muitas as formas de tornar o solo imprestável para o cultivo. As mais conhecidas são: desertificação, arenização, erosão, salinização, laterização, compactação e poluição.

E aqui alertamos para a importância da conservação ambiental, pois não se trata apenas do bem estar humano, mas também da garantia de produtividade no futuro. De nada adianta ter ótimas colheitas hoje e tornar aquela região imprópria para produção daqui alguns anos.

Influência da composição do solo para definição da textura

Você certamente já ouviu falar da “textura do solo”, que também apresenta impacto na produção agrícola. Áreas muito compactadas, por exemplo, dificultam a penetração das raízes no solo e, com isso, afetam diretamente no desenvolvimento daquele vegetal.

Como falamos até aqui, durante o ciclo de vida do solo, ele pode ter diferentes componentes que vão dar diferentes características a ele. Dentro desse contexto, temos três diferentes tipos de solo, são eles: areia, argila, silte.

Qualquer solo vai se encaixar dentro da combinação dessas três características, construindo assim o triângulo da textura de solo, que vemos abaixo, diferenciando o tipo de solo conforme a porcentagem que ele tem de cada textura em sua composição.

O monitoramento da lavoura relacionado à qualidade do solo

O monitoramento do Granular Insights é baseado no índice de Vegetação das plantas. Se você não sabe o que é Índice de Vegetação e como ele funciona, temos um post que explica. De forma bem resumida, as imagens de satélite fotografam a área e, a partir de filtros, entrega ao agricultor dados que mostram como está o desenvolvimento da lavoura.

Avaliando o local, o estádio em que a lavoura se encontra, as características da cultura e o Índice de Vegetação é possível, através das imagens, saber as condições da lavoura. Por exemplo, se em uma determinada área do talhão há uma mancha que indica baixo Índice de Vegetação, pode ser um sinal de que as plantas não estão saudáveis. E o que pode causar essa disfunção?

As causas são várias: pragas, doenças, plantas daninhas e por que não? Infertilidade do solo. O produtor terá que ir à campo para descobrir.

Seguindo nosso exemplo, se na área com baixo Índice de Vegetação não foi encontrado nenhum sinal de praga, doença ou planta daninha é possível que o solo seja o problema. Uma amostra terá que ser recolhida para análises.

Se cultivarmos plantas em um solo com deficiências nutricionais, essas plantas irão dar seus sinais. Preparamos um post que fala sobre a influência de um solo com déficit nutricional na cultura. O mesmo problema pode acontecer em caso de degradação do solo. A planta não vai conseguir se desenvolver com saúde e isso será capturado pelo monitoramento.

Assim, o Granular Insights, a partir do índice de Vegetação, se torna um aliado para análises do solo e para contribuir com o desenvolvimento saudável das plantas que, por sua vez, impacta no potencial produtivo da lavoura.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Fique por dentro!

Deixe o seu e-mail para receber novos posts do blog direto em sua caixa de entrada